Facebook - Dr.José Gildásio Pereira

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quarta-feira, 19 de novembro de 2014

A República brasileira ainda oferece a passo de tartaruga aquilo que o principio de isonomia pregado e estatuído em nossa Carta Magna determina que se faça com urgência.




A vergonhosa, escravocrata e assassina formação da sociedade brasileira, durante o período colonial e imperial escravizou e assassinou milhões de índios e negros tratando-os pior do que se trata animal irracional.

No século XIX, pressionados pelos movimentos abolicionistas mundiais a coroa brasileira se curva, parando com o sequestro e o tráfico de escravos a partir de 1850, promulgando em 1871 a lei do ventre livre dando liberdade aos filhos de mulheres escravas que nascessem após a referida lei, depois promulga a  lei dos sexagenários dando liberdade para os escravos maiores de sessenta anos  e finalmente em 13 de maio de 1888 a princesa Isabel assina a dúbia Lei Áurea abolindo a escravidão no Brasil sem contudo dar aos negros terra ou capital para iniciar uma nova vida em vera liberdade. Pelo contrário,  os donos de escravos queriam ser indenizados  pelo período criminoso que submeteram os negros à escravidão, ao suplício e até a morte.

Os grandes proprietários de terras e donos de lavouras, os coronéis e os industriários mandavam na política da época revoltados por perderem seus escravos proclamaram a República segregacionista do Brasil.

Logo após a proclamação da Republica o “grande jurista”  Ruy Barbosa aproveitando que era Ministro da Fazenda,  em 13 de maio de 1891, mandou fazer no centro do Rio de Janeiro uma grande fogueira  onde foram queimados todos os documentos que comprovavam a quem tinha pertencido cada escravo.

Na égide da Republica Nova não houve mudança significativa para classe trabalhadora e o salário ora estabelecido era menor do que aquilo que um dono de escravo gastava para mantê-los na senzala,  não permitindo  que essas etnias usufruíssem das riquezas da nossa Pátria Amada.

O acesso a educação ficou restrito à poucos da classe dominantes, cútis brancas e crioulos eurocêntricos que vieram substituir a mãos de obra nas lavouras e nas cidades e para isso receberam casas e colônias de terras rurais para aqui sobreviver.

Enquanto isso, os negros e os afrodescendentes que só receberam escravidão, chibatadas, descriminação, ódio e o nome dos ancestrais apagados da história,  ainda hoje  na vigência da Constituição Cidadã proclamada em outubro de 1988, são segregados em acampamentos, subúrbios, periferias, favelas horizontais e favelas verticais nas terras rurais com um salário que ainda é menor do que aquilo que é pago para os demais que vivem onde a pobreza e a miséria imperam. 

Além disso, os pertencentes essa etnias são educados em escolas sem o mínimo de infraestrutura para o ensino, onde a violência impera e onde analfabetos funcionais são formados para vergonha de todos nós.

O mesmo acontece com os indígenas, cujas terras foram e ainda são surrupiadas, levando-os a viverem de forma quase desumana sem ter as beneficias oferecidas para os cidadãos de posse dessa nação. 

Na verdade a República brasileira ainda oferece a passo de tartaruga aquilo que o principio de isonomia pregado pelos republicanos e estatuído em nossa Carta Magna determina que se faça com urgência. 

Ou seja:  “Tratar os desiguais de forma desigual na medida da sua desigualdade.” A fim de alcançar a igualdade.

A fim de mudar a história desse país chamado Brasil,  afrodescendentes, pardos , indígenas e todos os segregados dessa nação tupiniquim de todas as cores e etnias, por favor não abandonem os bancos da escola, não pare de sonhar, lute com todas as suas forças persiste nisso, pois só assim teremos um Brasil mais justo e com menos desigualdade social.


Está escrito: "Conhecereis a verdade e verdade o libertará."