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domingo, 18 de fevereiro de 2018

SEM O FORTALECIMENTO DA CLASSE MÉDIA NÃO BASTA ASSISTÊNCIA AOS MISERÁVEIS OU PROTEÇÃO AOS MILIONÁRIOS NEM INTERVENCIONISMO MILITAR


Violência ao invés de paz social, anarquia ao invés de ordem pública e regresso ao invés de progresso


A satanização advinda das acusações feitas nos discursos proferidos pelos componentes dos partidos de extrema direita e de extrema esquerda no Brasil cria a dualista representação política nos diversos quadros partidários.

A posição política nada tem a ver com a religião, nem com a opção de escolha político partidária de cada cidadão, senão que a posição política denominada de direita,de esquerda e de centro, está intimamente relacionada com a posição que cada pessoa se encontra na pirâmide social, nesse diapasão vivemos um momento onde a classe média não têm representatividade no mundo político brasileiro.

Por aqui é oito ou oitenta, ou o cidadão assume a condição de miserável e esquerdista e se sujeita a ser satanizado pelos religiosos e pelos milionários da direita, ou o cidadão de classe média faz de conta que é de direita e se torna os lambe-botas da corte e os laranjas das falcatruas denunciadas na justiça, sem que receba os privilégios daqueles que realmente são de direita e ocupam o tôpo da pirâmide social.

Nesse país a classe média não recebe os benefícios de esquerda por ter renda superior aquilo que exigem para provar que é um miserável, mas também não pode recebe os benefícios da direita por não terem o capital suficiente que os dê condição de participar das decisões e dos ciclos de negócios e aplicações reservados aos bilionários e milionários que comandam a economia do país e das grandes instituições, sejam religiosas, políticas, empresariais ou simplesmente ONGs.

Ou seja, no Brasil, para ter algum privilégio governamental o cara tem de ser miserável ou milionário, pelo contrário só terá a espada da lei contra si, como se inimigo fossem do Estado.

É inegável que a classe média teve um considerável crescimento entre os anos de 2003 e 2014, elevando o número de pessoas que emergiram das classes D e E (estado de quase miséria total) e adentravam naquilo que os analistas chamavam de nova classe média, porém, segundo o site http://epocanegocios.globo.com/Economia/noticia/2017/11/epoca-negocios-classe-media-brasileira-voltara-ao-patamar-de-2014-so-em-seis-anos.html chegava a um crescimento de aproximadamente 6% ao ano, mas após 2014 esse índice tem caído drasticamente e muitos que já estavam na classe média, voltaram ao patamar de miséria anterior.

Todavia nada foi feito para manter o crescimento desse seguimento da sociedade, pelo contrário a polarização entre extrema direita versos extrema esquerda e vice versa, aliado a política do toma-la-dá-cá tem fomentado o encolhimento da classe média reduzindo-a ao mesmo “status quo” dos idos do final do século passado. Dessa forma impedem o vanço do IDH - Indice de desenvolvimento Humano, no Brasil, pois as crianças e jovens dessa classe não têm acesso ao ensino técnico e superior e por consequência não conseguem disputar mercado de trabalho técnico e especializado, reduzindo drasticamente a renda, levando-os novamente ao mesmo patamar de misérias em que vivam os seus ancestrais.

Não basta apenas a políticas de assistência à miseráveis ou proteção á milionários, assim como não basta o intervencionismo militar, é preciso criar mecanismo que barre essa polarização absurda da extrema direita versos extrema esquerda e vice-versa, bem como necessário se faz fomentar com a máxima urgência possível o aprimoramento de políticas públicas que visem atender os anseios e necessidades de todos os seguimentos da sociedade inclusive que venha atender as necessidades urgentes da nova classe média, sob pena de vermos imperar no Brasil violência ao invés de paz social, anarquia ao invés de ordem pública e regresso ao invés de progresso.

J.Gildásio Pereira