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terça-feira, 22 de outubro de 2013

QUANTO VALE O SEU VOTO?

Entre os políticos da banda podre há um provérbio que diz: “todo homem tem o seu preço”. Uns se compram com sorriso, outros com um chaveiro, os mais granfinos com um jantar, alguns dólares e oferta de poder, outros ainda são comprados com promessas mirabolantes. Mas acredite, há político que usa  moedas exóticas como  mortalha,  caixão, visita a velório e até “lágrimas de crocodilo.” O pior, é que os tais encontram quem vende votos à   preço de banana; daí presenciamos mensalinhos, mensalões, propinodutos e tantas outras formas imorais de desviar dinheiro dos cofres públicos.

Não resta dúvidas, se temos maus governantes é porque votamos mau, ou não damos ao nosso voto o valor que merece. Está escrito:

 “... porque tudo que o homem semear, isso também ceifará. Gálatas 6.7”.

 Diante desse cenário funesto que a sociedade vive na moral, na ética e consequentemente na administração da coisa pública, muitos se radicalizaram a ponto de abster-se de votar, ou anular o voto, pensando que assim estarão isentos de culpa pelos fracassos e escândalos. Porém, tais cidadãos esquecem que Pilatos também lavou as mãos quando devia tomar uma posição.

 Nesse diapasão há quem  alegue que sendo cristãos, somos peregrinos nessa terra e estamos sujeitos a lei do nosso Deus a qual é perfeita. Tal assertiva não só é verdade como também é bíblica. No entanto, não podemos esquecer que somos indivíduos e por conseguinte  somos cidadãos em um país que tem as suas leis elaboradas por homens falíveis e dotado de parcialidade, e que todos estão sujeitos a esses homens e a essas leis.

 Diz a Bílblia Toda alma esteja sujeita às autoridades superiores; porque não há autoridade que não venha de Deus;  e as autoridades que há foram ordenadas por Deus”.  Daí a necessidade de alguém que represente os nossos interesses, e esse alguém terá de ser eleito por nós.

 John Locke, filósofo puritano inglês, no II tratado do Governo Civil, advoga a igualdade dos indivíduos, e que essa igualdade lhe confere o direito de submeter-se a autoridade de outro apenas sob o consentimento voluntário. Partindo desse princípio, no Estado Democrático a lei emana do povo e para o povo. O cidadão através do voto numa eleição previamente convocada, outorga  autoridade à outrem para legislar e presidir sobre ele por um período de tempo. Nesse caso, uma má escolha , uma abstenção, um voto nulo ou branco tem um preço incalculável. Por isso em tempos de eleição e fora dele é necessário observarmos o perfil do candidato, sua trajetória política, sua postura e certificarmos se o tal  comunga com as nossas convicções e aspirações,  ou se ele  é um estranho que só aparece  em tempos de eleição.
 
É peculiar  todo cidadão e cidadã  fazer a análise acima exposta antes de votar. Mas nem sempre isso é observado, na maioria das vezes o povo é levado pela propaganda do momento   ( o duelo publicitário), esquecendo-se que a propaganda dura apenas alguns dias, enquanto um mandato dura quatro longos anos que podem gerar consequências irreversíveis na vida de gerações inteiras.

Cuidado! – A eleição já vem aí e o seu voto pode ser a solução para muitos problemas que nos afligem, como  também pode gerar a perda dos direitos adquiridos ao longo de mais de dois séculos, gerar a perseguição política, religiosa e a revogação dos  princípio morais que regem a familiar conquistados a preço de sangue. Portanto não abra mão de  ver mudanças e direitos sendo reconhecidos através de leis elaboradas e promulgadas por nossos legítimos representantes.
 
Lembrem-se:

 - “Se de um povo não emana nenhuma lei, esse povo não terá lei ao seu favor”,  daí há a necessidade de  eleger  legisladores compromissados com os nossos ideais.

Vejamos o que diz a bíblia ao povo de Israel: Porás certamente sobre ti como rei aquele que escolher o Senhor teu Deus; dentre teus irmãos porás rei sobre ti; não poderás pôr homem estranho sobre ti, que não seja de teus irmãos. Deuteronômio 17.15”..

 Mas uma grande maioria de nossos irmãos assemelhar-se-á a parábola que versa sobre o rei Jotão. ( Juizes 9.8-15). Uns são oliveira e não querem deixar o azeite que Deus e os homem prezam, outros são figueiras e não querem deixar a sua doçura e os seus bons frutos, outros são videira e também não deixam o seu mosto que alegra a Deus e aos homens.
 
Poucos querem deixar a comodidade para ir labutar pelos seus irmãos na esfera legislativa e executiva, onde é necessário se expor para defender os interesses coletivos de seus representados, correndo o risco de ver  lama sendo jogada no vaso de azeite, pousarem moscas nos bons frutos e lançarem fermento no mosto.

Alegra-nos saber que mesmo diante tantas dificuldades e até perseguição, ainda há corajosos e corajosas que estão dispostos a assumir o desafio e representar a  plantação do Senhor na próxima eleição. Aos tais devemos honrar com  nosso apoio, com o nosso respeito e  também com o nosso voto. Eles devem ser prioridades em 2014.
 
 Assim fazendo o nosso voto terá o valor das nossas aspirações.