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quinta-feira, 28 de maio de 2015

SERÁ QUE O PODER EMANA DO POVO OU DO CAIXA DAS GRANDES CORPORAÇÕES QUE FINANCIAM AS CAMPANHAS POLÍTICAS?




É, no próximo ano novamente muitos fantoches sairão das malas e irão às ruas fazerem promessas mirabolantes à um povo que tem sede de justiça.

Sim, próximo ano é ano de eleição, quando milhões ou sei lá até bilhões de reais serão gastos Brasil a fora no sentido de eleger os “representantes” do povo.

Já podemos contemplar as negociatas que começam a redesenhar o cenário corporativista da próxima legislatura nos bastidores de um país onde a fisiologia sobrepõe a ideologia, onde a Democracia se confunde com anarquia e onde se criam partidos políticos fundados apenas em interesses corporativos e até profanos,

Não se iludam, enquanto o povo dorme em berço esplêndido, num estalar de dedos, ao apagar das luzes os direitos conseguidos a preço de sangue escoam-se pelo ralo e o interesse pessoal sobrepõe o interesse da coletividade ali no Congresso Nacional.

Nunca o trabalhador perdeu tanto desde que Getúlio Vargas na década de 30 estabeleceu direitos para aqueles surgiram da vergonhosa escravidão brasileira e também para aqueles que se imigraram a fim de  substituírem os escravos desse país.

Nos últimos dias o Congresso Nacional quase que subserviente ao executivo, foi movimentado no sentido de amputar os direitos sociais dos trabalhadores brasileiros e mutilar sem misericórdia a seguridade social, tudo através de Medidas Provisórias enfiadas de goela abaixo no Congresso nacional.

Temem-se que a Câmara dos Deputados, “Casa do Povo”, distanciada da realidade da maioria dos brasileiros, de namorico com as verbas para emendas parlamentares, de caso com o fundo partidário e flertando-se com os lobistas de plantão, divorcia-se do compromisso das urnas, casa-se em segundas núpcias com as vantagens advindas do cofre do governo, mantém-se em união espúria com a mala preta das grandes corporações privadas e faça um desserviço para democracia brasileira.

Veja só, terminaram de aprovar o financiamento privado das campanhas políticas, embora todos sabem que em "of" esse financiamento já constitui uma realidade e conhecem as injustiça que ele produz no campo da representatividade política, o mais importante agora para o povo brasileiro era a discussão e aprovação da reforma política e não um adendo na legislação que vem beneficiar apenas os políticos profissionais, que nada representam além de seus próprios interesses.

Conclui-se que o poder econômico sobrepõe o poder das urnas e que o poder que emana do povo não é pelo povo nem para o povo e sim para atender os interesses escusos de uma minoria que desde Cabral domina sobre esse país, em detrimento de uma maioria que vivem das migalhas e do lixo produzido por esta corja, sem que possam ter mobilidade social.