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quinta-feira, 30 de abril de 2015

VIVEMOS A ÉPOCA DA TERCEIRIZAÇÃO – POIS TERCEIRIZAR É MELHOR DO QUE ASSUMIR A RESPONSABILIDADE

Hoje se terceiriza quase tudo, senão vejamos:

"Nesse mundão sem porteiras", como dizia meu avô, já se terceiriza até as responsabilidades do casamento, haja vista que no passado suprir o lar era coisa pra “cabra macho”, e com o advento da mulher no mercado de trabalho isso foi terceirizado para as damas e essas por sua vez terceiriza também a sua responsabilidades para outras fazer.

Hoje os moleques quando flertam alguma garota, o salário que ela ganha é a primeira coisa a levar em consideração, afinal quem vai pagar o lanche e o cinema no shopping?

Pasmem-se os senhores e senhoras!

 Parece que "tocaram o barata voou", pois já terceirizam até as responsabilidades matrimoniais. Segundo estáticas, os motéis hoje tem receitas elevadas, estando entre os empreendimentos mais rentáveis nesse país graças a terceirização de algumas responsabilidades.

O resultado é o grande número de divórcio e separações, sem contar com o crescimento exorbitante de crimes passionais e violência familiar em todas as classes sociais.

O trabalho de parto foi terceirizado para o Médico obstetrícia que mediante uma contraprestação faz o já tradicional parto a cesariana. Afinal para quer sentir dor na pós-modernidade, se a cidadã pode pagar para um terceiro realizar o parto sem aquele sofrimento medieval e antigo?

A reprodução humana é sem dúvida outra área onde a terceirização tem crescido e promovido diversas discussões na bioética. Várias técnicas têm sido desenvolvidas nesse sentido e hoje vislumbramos a Inseminação Artificial, fertilização in vitro (FIV), e a tão propalada clonagem humana acredito eu que é só questão de dias.

Temem-se que num futuro próximo, terceirizem a concepção e a reprodução natural pela concepção assistida através de técnicas de reprodução humana, e que dessa forma produzam pessoas em série, com caraterísticas que vislumbre o padrão de beleza e de inteligência exigidos pela sociedade pós-moderna. Tais pessoas seriam educadas de tal maneira que venham suprir a necessidade emergente de mercado.

Diga-se de passagem, hoje já temos a “naves mãe” e qualquer semelhança, não passa de mera coincidência.

Até educação dos filhos que é uma responsabilidade dos pais, propalada na Bíblia Cristã, reverenciada em todas as culturas e também observada pelos animais irracionais, também entrou na onda da terceirização, sendo essa terceirizada a professores na maioria mau-pagos pelo governo, à uma televisão e hoje também uma à internet  movida pelo capital e desprovida de ética e moral.

O resultado disso é uma sociedade desprovida de sentimentos éticos e de uma moral combalida, aponto da violência e da corrupção e de todo tipo de criminalidade ser algo simplório ao ver dessa sociedade. A ponto dos excelentíssimos deputados movidos por lobistas acreditarem que a redução da maioridade penal seria a solução.

No estado Democrático de Direito, afim de ter a máquina governamental do estado funcionando de forma legal, impessoal, moral, pública e eficiente, o povo, digo, os cidadãos investidos de direitos e deveres, através do sufrágio universal e do escrutínio legal terceirizaram o poder aos seus representantes no executivo e no legislativo e indiretamente no judiciário, dando a essas figuras o direito/dever de representa-los e dominar sobre eles.

Porém as grandes corporações preponderam em direitos, pois financiam o sistema e através de lobistas introduz leis que versam sobre suas obrigações para com o trabalhador, dessa forma cada vez mais dilapidando os direitos conquistados ao longo dos anos.

Sabe-se que devido os problemas na economia nos idos dos anos 80, cresceu-se no brasil a subcontratação de empregados principalmente pelas empresas estrangeiras co filiais no Brasil, o que nos anos 90 culminou na terceirização da mão de obra e serviço. Tal ação promoveu no pais o subemprego, a rotatividade do trabalhador, a diminuição dos salários e dos direitos dos trabalhadores.

O momento agora é de grande euforia novamente e o objetivo é alargar ainda mais a terceirização da mão de obra e serviços no direito brasileiro, haja vista que antes cabiam às empresas terceirizadas apenas as atividades de meio, agora querem também que as terceirizadas façam as atividades fim.

Se hoje as varas trabalhistas estão entupidas de processos advindos de trabalhadores que foram surrupiados em seus direitos através da terceirização, imagina o que será quando as atividades fim também puderem ser terceirizadas.

 É um retrocesso no direito brasileiro, é permitir que a responsabilidade seja transferida sem que o trabalhador tenha instrumentos eficaz e rápido para cobrar seus direitos, haja vista que a morosidade da justiça trabalhista pela falta de contratação de Juízes é vergonhosa, o que faz levar anos para resolver um litigio e executar o devedor, enquanto isso o dinheiro não vai para o bolso do trabalhador. Sem contar aqueles casos em que o trabalhador não recebe da terceirizada porque essa sumiu e quando a justiça manda a contratante pagar essa já abriu falência.

Conclui-se dizendo:

TERCEIRIZAR É MELHOR DO QUE ASUMIR A RESPONSABILIDADE