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domingo, 12 de junho de 2016

A TEORIA DO "JUS SPERNIANDI" DO GATO ACUADO


Alguns fatos bizarros marcaram a minha infância, hoje quero destacar o dia em que a minha vó pegou o gatinho de estimação roubando os peixinhos no fumeiro e resolveu enxota-lo da cozinha como fazia com o cachorro. Foi aí que o pior aconteceu.

O bicho que era manso e manhoso buscou sair pela porta e encontrando-a fechada, sentiu-se acuado e mostrou o seu outro lado que ninguém ainda conhecia.
Com uma voz rouca e respiração ofegante disparou-se a miar enquanto corria pelos quatro quantos da casa, inclusive até pelo telhado.

Nessa hora até as filhas e netos que nada tinha haver com os peixes, foram parar no recôndito do único quarto que tinha porta naquela casa, ficando apenas vovó e a nossa tia mais velha que juntas encaram o bichano com vassouradas.

Entre uma vassourada e outra abriram a porta e gato saiu como um torpedo. Enquanto isso todos continuavam presos no quarto da vovó esperando o desfecho final.

Moral da história:
Gato é um bicho dócil e manhoso, todavia se acuado e preso, ele mia, esperneia e coloca em risco todos que estão ao seu lado.

Tal teoria tem sido usada com maestria pelo pela nossa justiça e tem dado certo.
Muitos gatinhos tem sido presos e estes tem feito bom uso do "Jus sperniandi" colocando
em risco e levando para prisão muitas ratazanas e ratos embainhados que sorrateiramente esvaziaram os cofres públicos.



http://josegildasioadv.jusbrasil.com.br/artigos/348304517/o-jus-sperniandi-do-gato-acuado