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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

AS VEZES É PRECISO MARCHAR


 Diga ao povo que marche pela educação pública que está fadada ao fracasso formando analfabetos funcionais na base da pirâmide social. Aliás, a educação ainda hoje está como nos tempos feudais, formam o dono do chicote e também forma aquele vai tomar chicotadas.

Diga ao povo que marche por saúde pública a fim de diminuir o número de mortes prematuras por falta de atendimento médico, como aconteceu com a mulher do ex-presidente da republica quando este ainda era um operário.

Diga ao povo que marche por menos impostos, menos taxas, menos conbriuições Sociais e menos pedágios, os quais são transformados em riqueza para poucos, empobrecendo ainda mais milhões de miseráveis brasileiros que se esforçam para continuar vivos.

Diga ao povo que marche por uma jornada de trabalho que permita ao trabalhador viver, e por salários justos e não uma mais valia que as vezes se equipara ou é até menor do que o sustento que os antigos escravocratas eram obrigados a dar à seus escravos. Porém marche por um salário que venha suprir as necessidades preeminentes de uma família.

Diga ao povo que marche por moradia, já que não há mais senzala e nem engenho como antigamente e os miseráveis tem de morar em uma encosta qualquer até que venha as grandes chuvas ou até que o poder público venha derrubar os seus barracos e expulsá-los com cassetete e gás lacrimogêneo.

Diga ao povo que marche por uma reforma agrária onde a terra não seja simplesmente um meio de especulação financeira de uma minoria eurocêntrica historicamente privilegiada nesse país.

Diga ao povo que marche por uma reforma agrária que espelhe o semblante queimado de cada índio, de cada negro, cada cafuzo, cada mulato, cada caboclo, cada nissei, de cada sarará e também de cada crioulo ( crioulo - Diz-se de  pessoa de raça branca, nascida nas mais antigas colônias européias (Antilhas, ilha Bourbon etc.) http://www.dicionarioweb.com.br/crioulo.html) que perdeu o bonde da história e hoje são marginalizados pela geração de seus pares que lhes recusaram a herança usurpada na invasão das Américas.

Diga ao povo que marche por um povo que nesse país vive ás margens daquilo que é digno, ainda que a nossa constituição prima pela dignidade da pessoa humana.

Pena que no Brasil os valores estão tão invertidos, e vemos grupos marchando em prol de coisas tão banais e insignificante, enquanto muitos não tem força física e nem psicológicas para marchar por um prato de comida ou por uma casa para morar.

Porém, enquantoaqueles que são considerados como substrato da sociedade estão condenado a viver de reciclagem (lixo mesmo) e comer o que os grandes jogaria fora, uma “minoria” abastarda, coberta pelo manto da impunidade, marcha pela legalização de substâncias inebriante e psicotrópicas, marcha por uma vida devassa e divorciada daquilo que é natural, daquilo que é ético e moral, marcha pela anarquia de um sistema que cambaleia por falta de referência, e coloca em risco a democracia conquistada com muito sangue derramado.

È triste entender que o único objetivo dessas marchas contemporâneas é semear o ódio, e a instabilidade fortalecendo os futuros senhores do chicote e fabricando monstros nas margens periféricas da sociedade...

Enquanto isso o pobre fica cada vez mais pobre e o rico cada vez mais rico...