Facebook - Dr.José Gildásio Pereira

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quinta-feira, 1 de outubro de 2026

ENSINAR X LEGISLAR

 


O poder econômico muda a lei que rege os destinos da sociedade, mas não consegue mudar o pensamento dos indivíduos.

Todavia o indivíduo que faz parte de uma sociedade submetida à uma ideologia pregada de forma sistêmica e massificada, passa a ter como pensamento próprio até aquilo que um dia foi para si repugnante e sórdido.

Daí dizer que o legislador não é necessariamente um pensador, mas apenas um agente do poder que normatiza o pensamento que tornou-se um fato social contrário aos ditames dos mais fortes do povo.

Nesse mesmo diapasão, podemos afirmar que fazer o indivíduo pensar em determinada direção influencia mais a sociedade, do que criar leis que obrigue o indivíduo negar aquilo que ele tem por certo.

Ou seja, o orador e o mestre moldam mais a sociedade do que o legislador, nesse aspecto o poder da palavra sobrepõe o poder da caneta, pois um povo doutrinado e determinado, quebra amarras, faz guerras, muda os legisladores, depõe o rei e substitui os magistrados.

Acho que foi até por isso que um Grande Orador, em um de seus discursos, ao invés de mandar criar leis e preceitos, apenas disse:
"Ide e ensinai..."

 

quarta-feira, 30 de setembro de 2026

Direita ou Esquerda

Sem ter a intenção de esgotar o assunto ou escrever um compêndio sobre posições políticas, podemos destacar que a influência política vem valores familiares, o contesto social e econômico e da visão de mundo que a pessoa tem. 

 Sabendo que a diferença entre  o espectro político de direita e de esquerda basicamente é pautado nas seguintes premissas:

 1. A esquerda tem seus princípios fundados na busca pela igualdade, haja vista intender que existe desigualdades que são fruto de injustiça social, e para isso entende que o estado precisa intervir na economia e no ordenamento jurídico para proteger e garantir aos mais vulneráveis o direito à educação, saúde, moradia, alimentação, emprego, entre outros. 

2.Já o espectro político da direita prega a liberdade individual e econômica, defende um Estado que interfira minimamente na vida do cidadão e na economia, bem como valoriza as tradições, a “meritocracia (cada um que lute para ter o que precisa)" e considera a questão da desigualdade e da hierarquia social apenas como uma causa natural. 

Todavia essas posições políticas não são estáticas, elas podem mudar dependendo da mobilidade cultural, social, econômica, religiosa e educacional do indivíduo.

 Aliás, o acesso ao conhecimento amplia a cosmovisão, e quando a cosmovisão do indivíduo é ampliada, a tendência natural é que haja uma mudança significativa no seu posicionamento político, dado aumentar o seu senso crítico e o seu sentimento de pertencimento.

 José Gildásio Pereira